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segunda-feira, 4 de maio de 2015

SESA confirma casos de leptospirose em Itapajé, Fortaleza e Altaneira

Postado Por: ADRIANO FURTADO  |  Em:

A passagem da quadra chuvosa pelo Ceará favorece a propagação de uma grande diversidade de doenças, dentre elas a leptospirose. Transmitida por bactérias presentes na urina de ratos, a infecção foi diagnosticada em 49 pessoas em 2014 no Ceará. Com o maior volume de precipitações registrado nesta época, áreas de risco de enchentes e enxurradas e locais sem saneamento básico adequado se tornam mais vulneráveis à ocorrência de casos. Por isso, especialistas alertam para os perigos da doença, que, se não tratada rapidamente, pode levar ao óbito.
"Em situações de enchentes, de inundações, a urina do rato, encontrada principalmente em esgotos e bueiros, mistura-se às enxurradas, e qualquer pessoa que tiver contato com a água contaminada pode se infectar", diz Carlos César Morais, veterinário do Centro de Controle de Zoonose (CCZ) de Fortaleza.
Segundo ele, por ser uma cidade plana, a Capital já possui uma maior tendência ao acúmulo de águas nas ruas e aos alagamentos após as chuvas. Com isso, acaba-se criando um cenário propício à disseminação da leptospirose. "É muito fácil as pessoas entrarem em contato com a água da chuva. Na ida para o trabalho ou até em momentos de lazer, quando estão pescando, ou as crianças brincando", explica o veterinário.
Em áreas carentes de saneamento básico, o risco de transmissão da doença é mais alto também no restante do ano. Como informa Morais, com os esgotos a céu aberto, as chances de contato com vestígios de urina de rato existentes aumentam.
Ele esclarece que a doença se desenvolve quando as bactérias penetram na pele, em especial se houver algum tipo de ferimento ou lesão. Os sintomas mais comuns são semelhantes aos da dengue e da virose: febre, dor de cabeça e dor no corpo. Se for diagnosticada precocemente, a leptospirose é curável. Se houver demora na identificação e no tratamento, pode ser fatal. Em 2014, segundo o Ministério da Saúde, seis pessoas morreram vítimas da infecção no Ceará.
"É importante procurar a unidade mais próxima assim que sentir os primeiros sintomas", afirma Morais. "Outra medida importante é que os órgãos públicos criem ações para conter proliferação dos ratos", completa o veterinário.
Desratização
Uma dessas iniciativas ocorreu na semana passada, na Aldeota. A Praça Luíza Távora, também conhecida como Praça da Ceart, recebeu um trabalho de desratização promovido pela Secretaria Regional II. Equipes fizeram o combate aos animais e visitaram as ruas do entorno para conscientizar a população. Conforme a Prefeitura, são realizadas ações rotineiras, juntamente ao CCZ, em locais com grande fluxo de turistas, riachos, córregos, terrenos baldios e outras áreas mais vulneráveis.
Segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), neste ano, foram confirmados três casos de leptospirose no Ceará. Os registros em Fortaleza, Altaneira e Itapajé. O órgão informou que todos pacientes receberam tratamento e já tiveram alta. Nenhum óbito foi contabilizado. Segundo a Pasta, a Sesa faz o trabalho de vigilância epidemiológica e presta apoio aos municípios no treinamento de agentes.
Mais informações
Centro de Controle de Zoonose De Fortaleza (CCZ)
(85) 3105.1026
(85) 3433.6892
Vanessa Madeira

Repórter

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