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domingo, 8 de dezembro de 2013

TÔ COM MEDO

Postado Por: ADRIANO FURTADO  |  Em:



A convulsão social que o Brasil inteiro vivencia, com crescimento galopante dessa onde de violência juvenil, que aterroriza a sociedade brasileira, pode ser atribuída a uma série de fatores, como a fragilidade do modelo educacional, má distribuição de renda, tráfico de drogas, ausência de políticas públicas de inclusão social, dentre tantos outros. Some-se a todos esses fatores os graves equívocos cometidos na execução dos programas assistencialistas do populismo governamental (governo federal). Dar (bolsas) sem critérios de retorno, apesar de emergencialmente saciar a fome de muitos, constitui-se em grave crime contra a sociedade quando torna-se esmola permanente. Além de corromper os supostos “beneficiados” através da benevolência desmedida, comete o gravíssimo erro de implantar a cultura da banalização do todo, descaracterizando as noções de valor e o sentido ético na relação interpessoal e institucional. E, pior ainda, abolindo do “dicionário nacional” as palavras responsabilidade, ordem e progresso!

A falta de critérios na distribuição das ditas bolsas (esmolas) desvirtuaram também a aplicação desses recursos, o que seria para amenizar as absurdas desigualdades sociais e suprir as necessidades básicas (nutricionais) das famílias foram sendo aplicados equivocadamente na aquisição de equipamentos sonoros (caixa de som chinesa), aparelhos celulares modernos e patrocínio de orgias (bebedeiras), fragilizando ainda mais uma sociedade já tão sofrida.

A convulsão social ganha proporções ainda mais alarmantes diante do oportunismo do tráfico de drogas, que, de maneira covarde e impune, diante de uma sociedade combalida e totalmente desinformada, encontra campo fértil para avançar, e consigo traz a lei do olho por olho, dente por dente, culminando com essa onda de violência incontrolável.

Curar essa chaga que assola nosso país carece remédio de sabor amargo e em grande dosagem. Os governos, nas três esferas de poder, devem estabelecer políticas públicas que passem pedagogicamente alguma noção de responsabilidade, de compromisso. A partir do governo federal, que deve corrigir as bolsas e passar a cobrar dos “beneficiários” uma contra partida para a sociedade, seja estudando e se capacitando para produzir ou prestando algum serviço à sua coletividade.

Estados e municípios precisam urgentemente adotar medidas para implantar o ensino em tempo integral, tanto no fundamental quanto no médio e, se possível, com formação técnica no ensino médio.

O Parlamento, também nas três esferas, Câmaras, Assembléias e Congresso Nacional, tem por obrigação discutir profundamente, e logo, sobre as mudanças que a sociedade desesperadamente esta a esperar, no que se refere a legislação, como redução da maioridade penal, penas mais rigorosas para traficantes e criação de uma legislação especifica para uso de motocicleta nos perímetros urbanos, visto que as motos hoje tem sido utilizadas como armas de grosso calibre, principalmente por pessoas de menor idade.

Encerro essa reflexão com pesar, pois, infelizmente nosso querido Itapajé está no olho desse furacão. Que deus nos abençoe!

POR: TABOSA FILHO

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